sexta-feira, 1 de outubro de 2010


Janela do Sonho

Abri as janelas 
que havia dentro de ti 
e entrei abandonado 
nos teus braços generosos. 

Senti dentro de mim 
o tempo a criar silêncio 
para te beber altiva e plena. 

Mil vezes 
repeti teu nome, 
mil vezes, 
de forma aveludada 
e era a chave 
que se expunha 
e fecundava dentro de mim. 

Já não se sonha, 
deixei de sonhar, 
o sonho é poeira dos tempos 
é a voz da extensão 
é a voz da pureza 
que dardejava na nossa doçura. 

Quando abri as tuas janelas 
e despi teus braços 
perdi a vaidade 
e a pressa, 
amei a partida 
e em silêncio abri, 
(sem saber que abria) 
uma noite húmida 
em combustão secreta 
desmaiado no teu ombro 
de afrodite. 

Carlos Melo Santos

8 comentários:

  1. Amiga, lindo poema, adorei este seu cantinho.
    Tenha um maravilhoso fim-de-semana
    Bjs do tamanho do infinito
    Maria

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  2. Hermoso poema querida amiga.

    Es bello tu blog , de Ser poeta , desde este momento soy seguidora de tu bella casa.

    Besos de MA y mil gracias por dejar tu huella en mi blog.

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  3. Cara JACQUE
    Impossível não sonhar ao entrar neste seu maravilhoso espaço...!!!
    Bjs
    G.J.

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  4. Es un remanso de paz entrar a tu hermoso blog querida Nine.

    Beijos
    ...
    Juan José

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  5. Olá Jacque, belo poema...Espectacular....
    Cumprimentos

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  6. O poeta não conheço mas ...o poema é lindissimo.
    Parabens pela escolha.
    beijos
    Graça

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  7. Bello poema , Jacque!!!!
    Sentimental!
    La imagen : sugerente y tierna!
    Abrazos!

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